Como é comum ouvirmos e falarmos a palavra “ansiedade”. Mas o que é ansiedade e como lidar com ela? Segundo o dicionário, esse termo é definido como sinônimo de aflição e agonia. De acordo com a biologia, ansiedade é uma reação fisiológica frente a uma situação de perigo eminente. É aí que começa a confusão, porque nem sempre há uma situação de perigo real. Há pessoas que se sentem ansiosas mesmo estando sentadas no sofá de casa, ou ao se deitarem nem conseguem dormir de tanta ansiedade. Como explicar isso?

A resposta do nosso corpo à ansiedade é a mesma resposta ao medo. A diferença é que o medo geralmente está associado a um objeto concreto – barata, aranhas, filmes de terror, escuro, etc. Já a ansiedade está relacionada a um fator subjetivo – perder o emprego, não conseguir realizar todas as tarefas do dia, não ser aceito pelos amigos, término de um relacionamento, sair na rua e ser assaltado, etc. Na ansiedade não tememos por um perigo que está a nossa frente, mas por um perigo que pode vir a acontecer.

O problema é que independente de o perigo já estar na nossa frente (medo) ou estarmos apenas imaginando que ele pode chegar (ansiedade), a reação do nosso corpo é a mesma – suor, tremores, falta de ar, dor de cabeça, dor no peito, disfunções no intestino, entre outras.

Então se você está sentado no sofá da sua casa vendo televisão, mas começa a lembrar que mais tarde terá que sair de casa e que pode ser assaltado, e esse assalto pode ser a mão armada, e pode ser que o bandido atire em você, e pode ser que você morra, ou pode ser que sofra uma lesão irreparável, e a sua família vai sofrer, e você vai sofrer, e… Ah, nesse momento o seu corpo reage como se você estivesse na Faixa de Gaza! Suor, tremores, taquicardia, falta de ar… E quando chega a hora de sair de casa, se você conseguir sair, vai sentir todos esses sintomas de novo, toda essa ansiedade, esse temor por um perigo que pode vir a acontecer. Ou não.

O medo é um importante fator de proteção à nossa sobrevivência. O problema é que na ansiedade sua mente imagina os piores cenários e seu corpo se prepara para enfrentar essas catástrofes, mas na grande maioria das vezes o perigo não chega. O avião não cai, você anda na rua sem ser assaltado, a demissão não acontece, seu cônjuge não te trai. Mas a essa altura a sua mente já está programada para pensar no pior e o seu corpo já está acostumado a produzir os sintomas da ansiedade. 

Se você é uma pessoa ansiosa comece a observar o seu entorno e verificar se há um perigo real naquele momento ou se a sua mente está imaginando um perigo que pode vir a acontecer. Se não houver um perigo eminente, procure descrever o cenário atual para a sua mente e seu corpo se acalmarem. “Estou sentado no sofá da minha casa, assistindo televisão, está tudo bem agora.”

A ansiedade muitas vezes começa pequena, mas pode tomar proporções maiores, atrapalhando sua qualidade de vida, seus relacionamentos, sua produtividade e até se tornando uma doença emocional ou desencadeando outras como a síndrome do pânico e a depressão. Então cuide da sua mente e, se necessário, procure um psicólogo para te acompanhar nesse processo em busca de equilíbrio e saúde emocional.